A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ainda não registou a Oferta Pública de Aquisição do CaixaBank ao BPI por «falta de documentos», tendo o supervisor pedido mais informação ao grupo catalão.

Fonte oficial da CMVM disse à Lusa que «o prazo para o início da OPA ainda não começou a contar porque a instrução tem de estar completa», adiantando que faltam documentos para o registo da operação por parte do supervisor dos mercados.

A CMVM recebeu na quarta-feira o pedido por parte do CaixaBank e, depois de avaliar o projeto de anúncio de lançamento da OPA e o projeto de prospeto, chegou à conclusão de que as informações estavam incompletas.

Depois de a entidade liderada por Carlos Tavares considerar que a informação enviada pelo banco catalão está completa, haverá o registo da OPA, sendo que a partir dessa altura a equipa de gestão do BPI passa a dispor de oito dias para se pronunciar sobre a operação.

Se assim for, o prazo para que a equipa liderada por Fernando Ulrich dê o seu veredicto sobre a operação só vai começar a contar a partir da data em que o supervisor considere que dispõe de todos os elementos necessários para proceder ao registo da OPA.

O CaixaBank anunciou a 17 de fevereiro a intenção de adquirir a maioria do capital do BPI por 1,329 euros por ação, num total de 1,082 mil milhões de euros.

O banco catalão é o maior acionista do BPI, com 44,1% do banco, contando com quatro membros no Conselho de Administração do banco português, seguindo-se a empresária angolana Isabel dos Santos, através da Santoro, com 18,6%, e o Grupo Allianz, com 8,4%.

O CaixaBank ofereceu 1,329 euros por cada ação do BPI, um valor que representou um prémio de 27% face ao valor das ações um dia antes do anúncio (17 de fevereiro). Contudo, o CaixaBank poderá estar a ser pressionado a elevar a oferta.