[Atualizada às 12h45]

O presidente da José de Mello Saúde, Salvador de Mello, está convicto de que a oferta pública de aquisição lançada sobre a Espírito Santo Saúde «não representa um problema de concorrência».

De acordo com o responsável, a nova entidade que surgirá após a OPA terá um peso de sete a oito por cento no mercado da prestação de cuidados de saúde.

Estamos convictos de que esta operação não representa um problema de concorrência», afirmou Salvador de Mello, ressalvando no entanto que caberá a Autoridade da Concorrência avaliar sobre esta questão em conferência de imprensa.

O grupo José de Mello Saúde anunciou esta quinta-feira o lançamento de uma OPA concorrente à do grupo mexicano Ángeles , cujo investimento total poderá chegar aos 420 milhões de euros.

O presidente do grupo José de Mello, Vasco de Mello, sublinhou também que só foi possível avançar com a oferta após um processo de redução de dívida.

«O esforço financeiro que estamos disponíveis para fazer só e possível porque temos vindo a realizar, nos últimos tempos, um processo de redução de dívida, ao nível da holding do grupo e também ao nível dos nossos principais negócios participados», referiu o responsável em conferência de imprensa.

Grupo Mello garante que não haverá despedimentos

O presidente da José de Mello Saúde garantiu ainda que não haverá despedimentos caso a OPA sobre a Espírito Santo Saúde avance e que pretende manter a equipa de gestão liderada por Isabel Vaz.

«Contaremos com todos para o desenvolvimento do projeto, incluindo com a equipa de gestão liderada por Isabel Vaz», afirmou Salvador de Mello.

A empresa sublinha ainda que enquanto líder da operação assumirá a maior fatia dos capitais próprios envolvidos, apontando o nível de solvabilidade «muito confortável», com uma dívida líquida de 70 milhões de euros e os meios libertados (quase 32 milhões de euros de EBITDA).