«Inaceitável»: é assim que a brasileira Oi classifica a oferta pública de aquisição lançada por uma empresa de Isabel dos Santos à PT SGPS.

Num comunicado enviado à Comissão de Mercado e Valores Mobiliários esta terça-feira, a Oi esclarece que o conselho de administração da brasileira decidiu, «por unanimidade, rechaçar quaisquer propostas para alteração dos termos da operação, ratificando, por consequência, a manifestação feita pela Diretoria da Oi».

Recorde-se que esta segunda-feira, num comunicado divulgado ao mercado, a brasileira já tinha sublinhado que esta OPA era «inoportuna».

Relativamente às condições que a Terra Peregrin – empresa de Isabel dos Santos que lançou a OPA – impõe para a conclusão da operação, a Oi sublinha que são «inaceitáveis». E garante «que não efetuará qualquer modificação nos atos societários, Contratos Definitivos e demais instrumentos firmados para atender qualquer das condições estipuladas na OPA».

«A Oi reafirma seu compromisso com os investidores e com o mercado de promover a migração de sua base acionária para o Novo Mercado da BM&FBovespa, através da incorporação de suas ações pela Telemar Participações S.A. (CorpCo)», conclui o comunicado da brasileira.

Recorde-se que o prémio oferecido no âmbito da OPA é de 1,35 euros por ação. Ora às 9:15, as ações da PT batiam os 1,41 euros. Aliás, os analistas já consideraram que a este preço, a OPA terá poucas probabilidades de sucesso.