A NYSE Euronext anunciou esta quinta-feira novas regras na seleção das empresas que integrarão o índice PSI20 em 2014, deixando o valor negociado em bolsa de ser o critério mais relevante, mas antes a «capitalização bolsista efetivamente dispersa».

Em comunicado, a NYSE Euronext adianta que as novas regras - a vigorar a partir da revisão anual do PSI20, em março de 2014 - visam aumentar a «eficiência e atratividade deste 'benchmark' [ponto de referência] em benefício dos utilizadores e das empresas cotadas na bolsa portuguesa».

«O principal objetivo das alterações apresentadas consiste em adaptar o índice de referência da bolsa nacional à evolução da estrutura dos mercados e aos desenvolvimentos particulares do mercado português, melhorando a sua atratividade enquanto instrumento de negociação», refere.

As alterações preveem a mudança do principal critério de seleção das empresas constituintes do índice, que deixa de ser o valor negociado em bolsa para passar a ser a «capitalização bolsista efetivamente dispersa, isto é, ajustada pelo 'free float'».

O que se pretende, sustenta a NYSE Euronext, é «aumentar a estabilidade do índice e lidar com a fragmentação das transações».

As novas regras impõem também um conjunto de novos requisitos às empresas cotadas que pretendam ascender ao PSI20, designadamente um mínimo de 100 milhões de euros de capitalização bolsista efetivamente dispersa ('free float market capitalization') e um mínimo de 15% de dispersão do capital ('free float').

Contudo, e uma vez que foi também decidido que o índice PSI 20 terá sempre, pelo menos, 18 constituintes, «se necessário, para cumprir este mínimo, poderão ser incluídas empresas com uma capitalização bolsista efetivamente dispersa inferior a 100 milhões de euros».

Outra das alterações introduzidas é no limite mínimo de liquidez, que passa do atual mínimo de 10% de ¿velocity¿ para 25% de 'free float velocity¿ (quociente do número de ações negociado pelo número de ações efetivamente dispersas - 'free float shares').

Já relativamente ao peso máximo que cada constituinte pode ter na revisão anual do índice, é reduzido de 15% para 12%.

Segundo a NYSE Euronext, o objetivo destas novas regras de elegibilidade é «aperfeiçoar a eficiência do índice, limitando a discricionariedade das decisões de revisão», e «contribuir para um índice mais equilibrado, reduzindo-se o peso máximo que cada título pode atingir».

Estas alterações, esclarece, enquadram-se «num processo mais amplo de revisão dos índices 'benchmark' europeus do grupo NYSE Euronext», no âmbito do qual serão também hoje anunciadas alterações às regras do índice holandês AEX.

Com entrada em vigor prevista para março do próximo ano, as novas regras serão detalhadamente divulgadas, «através de anúncio específico, de acordo com os procedimentos definidos», conclui a NYSE Euronext.