Os novos acionistas dos CTT são hoje conhecidos, em véspera dos títulos serem cotados em bolsa, sendo que a maioria da procura das ações dos Correios de Portugal veio de fora do país.

Ao final do dia serão conhecidos os resultados da oferta pública de venda das ações dos CTT - Correios de Portugal, resultante do processo de privatização da empresa, na qual o Estado ainda vai manter 30% do capital, pelo menos nos próximos nove meses.

Na terça-feira, o secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, afirmou que a «maioria da procura veio de fora de Portugal, o que significa que os investidores internacionais continuam a olhar no médio e longo prazo».

Na semana passada, a Parpública anunciou que, no âmbito da oferta pública de venda de 21 milhões de ações ordinárias, com valor nominal de 0,50 euros, representativas de 14% do capital social dos CTT, a procura superou a oferta em 7,61 vezes o número total de títulos, ascendendo a 159,7 milhões.

No caso do segmento dos trabalhadores dos CTT, a procura foi de 0,35 vezes a oferta, enquanto que em termos de público em geral, esta foi 10,3 vezes superior.

Entretanto, o Governo espera um encaixe «próximo de 578 milhões de euros» com a venda das ações dos CTT que começam a ser negociadas em bolsa na quinta-feira no âmbito da privatização, cujo preço foi fixado em 5,52 euros.