O Novo Banco concluiu a venda da participação de 5% da Oliren na REN, no âmbito de um contrato que lhe confere poderes para esse efeito, ao preço de 2,62 euros por ação via um 'accelerated bookbuilding' exclusivamente para investidores qualificados, anunciou o banco.

O Novo Banco, o 'banco bom' criado após o colapso do Banco Espirito Santo no ano passado, anunciou em comunicado que a alienação de 26,7 milhões de ações da REN resultará numa receita de 69,95 milhões de euros.

A Oliren é a 'holding' da família Oliveira, uma das fundadoras da empresa do sector dos têxteis Riopele.

As ações da REN fecharam ontem nos 2,783 euros e seguem hoje a afundar 4,7% para 2,652 euros.

"A colocação foi feita a um desconto de 5,9% face à cotação do fecho de ontem, e isso deve pôr alguma pressão negativa sobre o título no curto prazo," disse o BPI no Iberian Daily, citado pela Reuters.


"Prevemos, contudo, que a colocação aumente o limitado 'free float' de 33% para cerca de 38%, o que provavelmente impulsionará o volume médio diário, atualmente nos 1,5 milhões de ações por dia, uma das preocupações habituais da história (da REN)," vincou.

O Haitong salientou que esta provável subida do volume "é naturalmente positiva para as ações", mas realçou que a curto prazo a cotação poderá ser pressionada até ao preço da colocação.

O BPI adiantou que a venda pelo Novo Banco foi provavelmente feita no contexto de um "empréstimo problemático à Oliren, e portanto a decisão de vender não deverá ter sido inteiramente motivada pelos (fatores) específicos da REN".

Os principais acionistas da REN são a State Grid of China e a Oman Oil, com quotas de 25% e 15%, respetivamente.

Segundo o website da REN, a 31 de Outubro, a seguradora Fidelidade tinha uma participação de 5,3%, enquanto a EDP

A EDP e a espanhola Red Electrica tinham 5% cada.