O novo clima de instabilidade política, depois de o Presidente da República ter pedido um compromisso de salvação nacional entre PSD, CDS e PS está a castigar a bolsa nacional, que é a única a negociar no vermelho.

Enquanto bolsas como Frankfurt, Milão, Londres e Paris ganham mais de 1%, a praça nacional cai 0,63% para 5.499,55 pontos. Esta manhã já esteve a cair mais de 1%.

A banca é, sem surpresa, a mais penalizada. O BCP desce 3,23% para 9 cêntimos, o BPI recua 2,07% para 90 cêntimos e o BES desliza 1,44% para 62 cêntimos.

O Banif volta a destacar-se com uma perda de 10% para 5,4 cêntimos. O banco tem em curso um aumento de capital, para angariar 100 milhões de euros, através da colocação de novas ações a um cêntimo, o que fez com que muitos investidores vendam as suas ações para comprar os novos títulos, mais baratos.

Nota ainda para a queda de 1,89% na Sonae, cujas ações estão agora nos 73 cêntimos.

Com quedas mais ligeiras seguem a EDP e a PT, que recuam 0,28% para 2,47 euros e 0,14% para 2,83 euros, respetivamente.

No entanto, no mercado da dívida pública, as declarações de Cavaco Silva não têm, para já, grande reflexo: a taxa de juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos seguem em queda ligeira de dois pontos base para os 6,8%.