A telecom NOS vai permanecer numa posição privilegiada para aumentar quota de mercado em Portugal mesmo que não vença a corrida pela compra da ONI e Cabovisão, segundo o Caixa BI, escreve a Reuters.

A venda das duas pequenas operadoras é um ‘remédio’ imposto pelo regulador europeu aos franceses da Altice, no âmbito da compra da incumbente PT Portugal.

Artur Amaro, analista do Caixa BI referiu que, segundo o Jornal de Negócios, a NOS está fora da corrida. Os interessados, segundo o jornal, são a Vodafone Portugal, da gigante Vodafone, a chinesa Star Times e um fundo de 'private equity'.

"Consideramos que a Cabovisão poderia constituir um activo interessante a juntar ao actual portfólio da NOS embora os previsíveis remédios anti-concorrência a serem aplicados pudessem por em causa o valor líquido das sinergias", afirmou Artur Amaro, numa nota de análise, cita a Reuters.

"Continuamos a considerar que a NOS, enquanto operador integrado, tem uma posição privilegiada para fazer face às oportunidades de mercado a nível da convergência e aumentar a sua quota no segmento de telecomunicações como um todo".

O analista do Caixa BI disse que a Vodafone Portugal "será provavelmente a vencedora", o que deverá traduzir-se num imediato e significativo aumento da quota de mercado, particularmente no segmento residencial.

Frisou que esta eventual compra pela Vodafone tornaria o mercado de telecomunicações português mais equilibrado entre os três principais operadores.

Lembrou que o regulador europeu não divulgou as datas impostas para a conclusão do negócio por parte da Altice para não comprometer o processo de venda, embora o mesmo deva acontecer em breve.

As ações da NOS seguem a cair 0,48% para 7,44 euros. O Caixa BI tem um preço alvo de 8,2 euros para a telecom.