As ações da Mota-Engil África estavam a cair 8,1% às 13h10 (hora de Lisboa), uma queda bem menos acentuada do que a ocorreu durante a manhã, de 16%, face ao valor de referência de 11,5 euros por ação a que começaram a negociar esta segunda-feira na Bolsa de Amesterdão.

Pelas 10:20 de Lisboa, mais de duas horas após o início da negociação, tinham sido transacionados 16.425 títulos da subsidiária do grupo para o continente africano.

A Mota-Engil África decidiu solicitar a admissão das suas ações à negociação no mercado regulamentado gerido pela Euronext Amsterdam, mas a entrada da empresa em bolsa não implicará uma venda de novas ações, o que só deverá acontecer em 2015.

"«Não serão emitidas novas ações da Mota-Engil África nem haverá lugar a qualquer oferta pública ou particular de ações anterior ou simultânea à admissão», adiantou ao mercado.

O presidente executivo da Mota-Engil Africa, Gilberto Rodrigues, disse esta segunda-feira na cerimónia de admissão à cotação que este passo representa «uma nova fase no desenvolvimento da empresa», que permite «reforçar a visibilidade nos mercados de capitais».

Na assembleia-geral da Mota-Engil de 27 de dezembro de 2013, foi distribuído aos acionistas da Mota-Engil SGPS 20% do capital da Mota-Engil África, tendo este dividendo ficado condicionado à cotação desta subsidiária numa bolsa europeia.

«O que se tentou em julho foi fazer isso em conjunto com o IPO (Oferta Pública Inicial) da Mota-Engil África mas, não tendo sido possível nessa altura, há sempre uma outra solução que é numa bolsa europeia cotar a Mota-Engil África só com a distribuição de dividendos», explicou recentemente o presidente do grupo, António Mota, à Lusa.

Assim, nesta fase, a Mota-Engil África será detida a 80% pela Mota-Engil SGPS e com 20% (do capital) distribuído pelos acionistas da Mota-Engil que tiveram direito a este dividendo.