A Mota Engil informou esta quarta-feira ter colocado o conjunto de 34,3 milhões de ações na oferta particular ao preço de 4,65 euros por ação, o que permitiu à empresa um encaixe de 159,5 milhões de euros.

Em comunicado à Comissão do Marcado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa diz que «concluído o processo de accelerated bookbuilding», todas as 34,3 milhões de ações foram colocadas ao preço de 4,65 euros por ação.

Fonte oficial da CMVM, confirmou à Lusa que a negociação dos títulos da Mota Engil, que estava suspensa desde a abertura, foi retomada às 10:00. Às 10:02 os títulos da empresas estavam a cair 3,96% para 4,97 euros.

A Mota-Engil anunciou na terça-feira que, em conjunto com a família Mota enquanto acionista de referência, iria alienar 34,3 milhões de ações a «determinados investidores institucionais» através de uma oferta particular de ações.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Mota-Engil esclareceu que «as ações objeto da oferta não incluem o direito a receber o dividendo condicional em espécie de 20% das ações da Mota-Engil África», que havia sido decidido em assembleia-geral no final do ano passado.

«Como também é do conhecimento público, a Mota-Engil mantém o mesmo grupo acionista de referência e controlo desde a sua fundação em 1946. Desde então e durante todo o trajeto de desenvolvimento e crescimento do grupo, nas suas várias etapas e ao longo das últimas décadas, demonstrou de forma evidente o seu compromisso e cabal empenho para com o grupo. Ao associar-se a esta transação, o acionista de referência demonstra uma vez mais o seu compromisso com a Mota-Engil, no presente e para o futuro», acrescentou o comunicado.

A empresa presidida por António Mota mandatou o Credit Suisse (coordenador-global), o Banco Espírito Santo de Investimento, a Caixa-BI e o BCP para lidarem com a transação.