[Notícia atualizada às 17h25]

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, confirmou esta quarta-feira que Portugal vai realizar «em breve» uma emissão de dívida a cinco anos, considerando que isso comprova o progresso já alcançado pelo país. Vários agentes económicos apontam para que esta emissão se realize amanhã, mas nem o Governo, nem o IGCP confirmam esta hipótese.

A agência Bloomberg já tinha avançado que Portugal mandatou um sindicato bancário composto pelos bancos Caixa BI, Barclays, Goldman Sachs, HSBC, Morgan Stanley e Société Generale para emitir dívida a cinco anos no futuro próximo, citando uma fonte conhecedora do processo que não quis ser identificada.

«Quer o sucesso da operação de troca de dívida em dezembro, quer a descida das taxas de juro da dívida em mercado secundário são indícios encorajadores no âmbito da estratégia de regresso pleno ao mercado, estando já anunciada para breve uma emissão de dívida a cinco anos», afirmou Maria Luís Albuquerque, numa declaração conjunta com o secretário do Tesouro norte-americano que não teve direito a perguntas por parte dos jornalistas.

A governante destacou a recuperação da atividade económica no segundo e no terceiro trimestres de 2013, a «recuperação gradual da procura interna» e a «melhoria gradual das condições de financiamento do Tesouro português».

Para Maria Luís Albuquerque, estes dados comprovam «os progressos realizados nas várias dimensões do ajustamento: consolidação orçamental, ajustamento externo, estabilidade financeira e reformas estruturais».

A governante entende que estes dados «perspetivam a conclusão do programa de ajustamento na data prevista e a transição para um crescimento verdadeiramente sustentado», mas deixou um alerta.

«Temos presente que o esforço de ajustamento terá de prosseguir no período pós-troika, não só pelas obrigações que assumimos enquanto participantes na União Europeia, mas sobretudo para assegurar a sustentabilidade das finanças públicas e garantir a sustentabilidade financeira», admitiu.

Maria Luís Albuquerque acredita que é possível «olhar o futuro com mais confiança e prosseguir com determinação a estratégia de crescimento da economia», a qual «passa naturalmente pela abertura de Portugal ao exterior».

«O programa de ajustamento, que concluiremos em maio, foi determinante porque abriu caminho para um novo futuro, um futuro do qual estamos mais próximo, mas que teremos de continuar a construir», disse ainda a governante.

A ministra das Finanças de Portugal, Maria Luís Albuquerque, falava hoje, em conferência de imprensa no Ministério das Finanças, numa curta declaração conjunta com o secretário do Tesouro norte-americano, depois de um encontro entre os dois governantes.

Jacob Lew vai reunir-se ainda hoje com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e com o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, terminando em Portugal uma visita oficial à Europa que incluiu também a Alemanha e França.