O lucro dos CTT avançou 70,7% em 2013 para 61 milhões de euros, face aos 35,7 milhões de euros registados no ano anterior, segundo dados divulgados esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

«O ano de 2013 foi um ano particularmente bem-sucedido para os CTT, conseguindo concretizar em paralelo a implementação de um novo programa de transformação (...) e o exigente processo de privatização, que culminou no êxito da oferta pública de venda nacional e internacional», destacam os CTT.

O EBITDA (resultados antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) registou um ganho de 13,6% para 86,9 milhões de euros e a margem de EBITDA avançou 13,7% para 15,9%, entre 2012 e 2013.

Os resultados foram marcados pela estreia, no início de dezembro, das ações dos CTT na bolsa de Lisboa, numa operação que custou, de acordo com os valores também hoje divulgados, 4,4 milhões de euros.

O Estado manteve uma posição de 30% na empresa liderada por Francisco Lacerda.

Os CTT destacam ainda a redução dos gastos operacionais em 3,5% para 581,9 milhões de euros «apesar da reintrodução do subsídio de Natal em 2013».

No âmbito do programa de transformação, a empresa reduziu o número total de trabalhadores em 6% para os 12.383 funcionários (por reformas sem substituição e não renovação de contratos a termo certo).

O conselho de administração dos CTT irá propor a distribuição de dividendos no montante de 60 milhões de euros, ou 0,4 euros por ação, a serem pagos em 2014.

Os Correios de Portugal (CTT), a Impresa e a Teixeira Duarte vão passar a negociar no principal índice da bolsa portuguesa a partir de 24 de março, por troca com a Cofina, a Sonae Indústria e a Sonaecom, no âmbito da revisão anual do índice decidida pela NYSE Euronext Lisboa.

As ações da empresa liderada por Francisco Lacerda seguiam a valorizar 0,14% para 7,18 euros.