O lucro da Semapa totalizou 69,6 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, uma redução de 37% em relação ao mesmo período de 2012, anunciou hoje o grupo.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Semapa justifica a queda dos resultados líquidos com a redução dos resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) de cerca de 34,6 milhões de euros, com o acréscimo das amortizações e perdas por imparidade, no valor de 2,2 milhões de euros e com um agravamento de 26,3 milhões de euros dos resultados financeiros face aos nove primeiros meses de 2012.

O grupo liderado por Pedro Queiroz Pereira atribui a queda do lucro à reversão de provisões no valor de 0,2 milhões de euros e à diminuição de impostos de 22,6 milhões de euros.

Entre janeiro e setembro deste ano, o EBITDA do grupo baixou 9,9% para 313,8 milhões de euros, enquanto o volume de negócios cresceu 3,5% para 1.493,7 milhões de euros.

A Semapa afirma que a subida do volume de negócios é explicada «essencialmente pela consolidação adicional de 49% da Secil a partir do segundo trimestre de 2012».

No final de setembro, a dívida líquida consolidada totalizava 1.327,5 milhões de euros, menos 125,5 milhões de euros em comparação com o valor registado no final de 2012.

A Semapa refere que o investimento feito com a aquisição da Supremo Cimentos e a construção de uma nova fábrica no Brasil, «implicará um aumento do endividamento, que penalizará os resultados financeiros e, consequentemente, os resultados líquidos do grupo até à entrada em funcionamento da nova fábrica», prevista para o segundo semestre do próximo ano.

A Semapa é responsável pela gestão indireta de participações em três áreas de negócio: papel e pasta de papel (através da participação no Grupo Portucel), cimentos e derivados (participações no Grupo Secil) e ambiente (participação no Grupo ETSA), escreve a Lusa.