O lucro líquido da Mota-Engil teve uma queda homóloga maior do que a prevista de 53,7% para 3,4 milhões de euros (ME) nos três meses de 2015, com a atividade em África a contrair-se e pressão sobre a margem operacional do grupo.

A média de estimativas de três analistas apontava para que a maior construtora portuguesa tivesse tido um lucro de 6 ME.

Entre Janeiro e Março de 2015, as vendas consolidadas desceram 0,9% para 483,5 ME, abaixo dos 537 ME estimados, com um aumento de 21,4% na América Latina para 122,8 ME e uma subida de 11,2% na Europa para 196,6 ME, mas com uma queda de 19,1% em África para 187,2 ME.

O EBITDA - lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortizações - caiu 13,5 pct para 65,5 ME no primeiro trimestre de 2015, inferior aos 77 ME previstos, tendo a margem EBITDA caído para 13,5% em Março versus 15,5% um ano antes.

"A redução da atividade em África, e a consequente diminuição do contributo desta região para o EBITDA - de 66% para 52% - é o principal fator explicativo do desempenho operacional do Grupo", referiu a Mota-Engil em comunicado, citado pela Reuters.

O peso da atividade fora da Europa representou 64% do volume total de negócios, que compara com 68 pct há um ano atrás.

"Esta evolução resulta parcialmente da inversão na tendência de redução do volume na Europa, algo que já vínhamos sinalizando nos últimos dois trimestres e que vem reforçado com o aumento da carteira de encomendas nesta região", disse a Mota-Engil.