O lucro líquido da Mota Engil teve uma queda homóloga superior ao previsto de 68% para 16 milhões de euros (ME) nos nove meses de 2015, com a contração da atividade em África a penalizar a performance operacional, anunciou a maior construtora portuguesa.

"Esta evolução foi resultado da diminuição do contributo de África para o EBITDA, de 69% no período homólogo, para 47% no período corrente, a qual não foi compensada pelo aumento do EBITDA na Europa e na América Latina, regiões tradicionalmente com margens menos favoráveis", explicou empresa em comunicado.


A média de estimativas de dois analistas apontava para que a maior construtora portuguesa tivesse tido um lucro de 31,5 ME.

A Mota Engil adiantou que, entre Janeiro e Setembro de 2015, as vendas consolidadas subiram uns ligeiros 0,2% para 1.793 ME. O EBITDA - lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortizações - recuou 19,5% para 252 ME, ficando aquém dos 260 ME previstos.

Os analistas têm realçado a dificuldade da construtora em reforçar a carteira de encomendas em África, uma vez que ainda não conseguiu garantir uma obra de grande dimensão desde o fim do projeto de Nacala, em Moçambique.

No final de Setembro de 2015, a carteira de encomendas situava-se 4.315 ME, contra 4.413 ME no final de 2014, dos quais 78% fora da Europa.

Nos primeiros nove meses de 2015, a Mota-Engil investiu 79 ME, que compara com 124 ME no mesmo período de 2014.

A dívida líquida aumentou para 1.600 ME, mais 257 ME que em Junho de 2014, principalmente devido à aquisição e consolidação das empresas do subgrupo Empresa Geral do Fomento (EGF).