O lucro da Galp Energia mais do que duplicou para 121 milhões de euros no terceiro trimestre de 2014, uma performance melhor do que a esperada pelos analistas, apoiado na melhoria da margem de refinação e no aumento de produção de petróleo.

O EBITDA, aumentou 21,2% para em 379 milhões, para o qual «contribuiu o aumento da produção de petróleo e gás natural, bem como a melhoria do desempenho operacional do segmento de negócio de R&D (refinação e Distribuição).

A Galp beneficiou de uma melhoria significativa das margens de refinação benchmark na Europa, principalmente devido à forte queda do preço do Brent, que alargou as margens de refinação.

O negócio de refinação beneficiou também de uma normalização da capacidade de utilização da refinaria de Sines após dois trimestres penalizados por paragens.

Nos dados operacionais do terceiro trimestre já antes publicados, a Galp tinha surpreendido favoravelmente os analistas, invertendo a tendência da margem de refinação que passou a positiva.

Os analistas destacaram o forte «momentum operacional» apesar do volume de crude processado ter caído 5,1% para 21,2 mil barris em termos homólogos e das vendas de produtos refinados terem também contraído.

No terceiro trimestre de 2014, a produção média working interest de petróleo e gás natural aumentou cerca de 23%, face ao período homólogo de 2013, sendo que 94% correspondeu a produção de petróleo.

O investimento no trimestre foi de 314 milhões de euros, dos quais 91% destinaram-se a atividades de exploração e produção, nomeadamente de desenvolvimento do campo Lula/Iracema, no Brasil.

No final de setembro de 2014, a dívida líquida situava-se em 2.438 milhões, ou em 1.583 milhões de euros, considerando o empréstimo à Sinopec como caixa e equivalentes.

Neste caso, o rácio dívida líquida/Ebitda situava-se em 1,3 vezes.