Adiantou que o EBITDA, que consiste nos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortizações, terá caído 2,5% para 1.952 ME, em termos homólogos, e o EBIT descido 3,5% para 1.259 ME.

"Esperamos ligeiras descidas no EBITDA e EBIT e uma redução mais forte do lucro líquido devido a uma série de one-offs registados no primeiro semestre de 2014", referiu o analista do RBC, Martin Young.

Realçou que excluindo estes itens extraordinários, o lucro da elétrica era visto a subir 3,5%.

Explicou que "operacionalmente, o primeiro semestre foi castigado pela seca no Brasil e forte concorrência na Península Ibérica".

De notar também o aumento previsto para a dívida líquida, que terá tido uma subida homóloga de 1,9% face ao semestre homólogo, para 17.200 ME, "depois do dividendo pago no segundo trimestre".

O analista do RBC expõe também os riscos inerentes aos títulos da EDP, nomeadamente "o nível de endividamento, a exposição a uma dura situação hidrológica no Brasil, e a possibilidade de extensão do imposto extraordinário em Portugal, para lá de 2015".

Esta casa de investimento, que tem um preço-alvo de 3,75 euros por ação, realça o potencial de valorização de 13% para os títulos da elétrica portuguesa.

As ações da EDP sobem 1,54% para 3,36 euros.