O lucro líquido da EDP Renováveis (EDPR) teve uma queda homóloga de 14% para 69 milhões de euros (ME) no primeiro semestre de 2015, pressionado por maiores custos financeiros e interesses minoritários, apesar de subidas de 11% nas receitas e no EBITDA.

A quarta maior eólica mundial em capacidade instalada referiu que o EBITDA -- lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações -- subiu para 548 ME, refletindo o aumento das receitas.

O Caixa BI previa um lucro líquido de 69 ME e EBITDA de 552 ME.

A subsidiária da EDP referiu que "as receitas totalizaram 773 ME, beneficiadas pelo superior preço de venda (mais 15 ME do que no período homólogo) e impactos cambiais (mais 62 ME, principalmente dólar americano) que mitigaram o efeito negativo dos volumes de menos 1 ME."

A EDPR já tinha anunciado, a 15 de Julho, que a eletricidade produzida pela empresa caiu uns ligeiros 1 pct no primeiro semestre, penalizada por um menor fator de utilização e apesar da maior capacidade instalada face há um ano atrás.

A éolica adiantou que o preço médio de venda no período aumentou 11% face ao primeiro semestre de 2014, para 64 euros por megawatt hora (MWh), beneficiando de um aumento no preço de venda em todas as plataformas de atividade.

Os resultados financeiros líquidos caíram para -149 ME "negativamente impactado pela valorização do dólar e pelo desreconhecimento (não-caixa) de custos diferidos em balanço relacionados com a reestruturação (redução do custo da divida) de determinados 'project finance' em Espanha e na Roménia".

A EDPR adiantou que os resultados atribuídos a interesses não controláveis somaram 43 ME, mais 5 ME do que no período homólogo, devido aos interesses não-controláveis vendidos como parte da execução da estratégia de rotação de ativos.

Desde 2012, a EDPR executou mais de 1.000 ME referentes a vendas de participações minoritárias em parques eólicos nos EUA e na Europa, incluindo a venda à parceira China Three Gorges e as transações de rotação de ativos com investidores institucionais.

A estratégia de crescimento da empresa para o período 2014-2017 contempla a rotação de ativos num montante global de 700 ME, através da cristalização do valor do cashflow futuro dos projetos e reinvestindo-o em projetos com valor acrescentado.

"No primeiro semestre, a EDPR concluiu duas transações de Rotação de Ativos por um montante de 339 ME, tendo já executado mais de 70% do seu objetivo cumulativo de rotação de ativos para 2014-17," vincou.