As fortes subidas da Jerónimo Martins e da EDP lideraram os ganhos do PSI-20, numa sessão de recuperação das bolsas europeias, impulsionadas por indicações que a economia dos Estados Unidos está robusta.

A EDP escalou 3,9 pct e a EDP Renováveis 1%.

A Societe Generale (SocGen) reduziu os preços-alvo que atribui à EDP e EDP Renováveis para incorporar o impacto negativo da depreciação do real brasileiro, mas elevou a recomendação da EDP e disse que o outlook da EDPR "parece muito bom". A retalhista Jerónimo Martins avançou 3,5% e a Sonae  1,99%.

A telecom NOS  avançou 3,04%, os CTT 2,45% e a Galp Energia 0,24%. Pela negativa, apenas os títulos da Impresa, que perderam 2,84%.

A gestora de participações Pharol  ganhou 3%.

O Eurofirst 300  fechou a subir 2,91%, beneficiando da aposta dos investidores que as fortes quedas no sector automóvel foram longe demais.

A Volkswagen fechou a perder 4,3%, estando no centro do escândalo de falsificação de dados de emissões poluentes. Contudo, a rival BMW, por exemplo, recuperou das quedas, fechando a subir 4,24%.

Também as palavras de Janet Yellen, Presidente do Sistema da Reserva Federal dos Estados Unidos, imprimiram um tom positivo nos mercados.

O Fed manteve as taxas de juro inalteradas na semana passada, assustando os investidores com um outlook pessimista, mas ontem, Yellen, apresentou um tom mais optimista.

Afirmou que as taxas de juros deverão subir ainda em 2015 se a inflação permanecer estável e o mercado de trabalho dos Estados Unidos robusto.

A reforçar as boas perspetivas, os Estados Unidos reviram em alta a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto no segundo trimestre de 2015, para 3,9%, de 3,7% antes, apoiado numa forte performance do consumo interno e construção.

A taxa de juros das obrigações do tesouro a 10 anos segue praticamente estável nos 2,57%, num dia em que a agência de notação Fitch poderá pronunciar-se sobre a notação de Portugal.