O índice acionista de referência PSI20 fechou a subir 0,81%, apoiado pelo BCP e outros pesos-pesados, numa Europa animada por um disparo de quase 8% do Societe Generale, com o banco francês a confirmar a tendência positiva desta época de resultados.

De acordo com a Reuters, o índice Eurofirst 300, composto pelas 300 maiores cotadas do continente, ganhou 1,33%, com Milão, Frankfurt e Paris a registarem ganhos superiores a 1,5%.

Em sentido contrário a bolsa de Atenas perdeu 2,53%, com o índice da banca a tombar 27%, estendendo a tendência negativa desde a reabertura na segunda-feira, após cinco semanas fechada.

O Societe Generale anunciou um lucro líquido de 1.351 milhões de euros (ME) para o segundo trimestre, superando largamente uma estimativa de 969 ME, impulsionado por ganhos de trading.

"As ações europeias estão em alta, pois uma época respeitável de resultados e a melhoria nas perspetivas de crescimento estão a dar aos investidores razões para favorecerem equities europeias versus as asiáticas e norte-americanas," disse Markus Huber, analista sénior na Peregrine & Black, citado pela Lusa.


As empresas do sector automóvel também suportaram, com o índice europeu Stoxx Europeu Automobiles & Parts a avançar 2,61%, e a Renault a brilhar com uma subida de 3,46% após um aumento do preço alvo pelo Exane BNP Paribas.

No mercado petrolífero, o preço do barril de Brent, em Londres, perde 0,62% para 49,66 dólares, e o de Crude Nymex cai 1,03% para 45,26 dólares, revertendo os ganhos da manhã.

A yield das Obrigações do Tesouro (OT) portuguesas a 10 anos agrava 10 pontos base (pb) para 2,51 pct, em linha com subidas das pares espanholas, italianas e alemãs, com receios de um aumento da taxa de juros nos Estados Unidos no próximo mês, após um membro do Federal Reserve ter reforçado essa possibilidade.

O euro deprecia-se 0,15%, para 1,0864 dólares, com a moeda norte-americana suportada pelos comentários de Dennis Lockhart, Presidente do Federal Reserve Bank de Atlanta e membro do Federal Open Market Committee, que seria necessária uma "deterioração significativa" na economia do Estados Unidos para não apoiar a subida da taxa em Setembro.