Portugal colocou 1.100 milhões de euros (ME) de Bilhetes do Tesouro (BT) a três e 11 meses, acima do previsto, com as taxas a descerem e na maturidade mais curta a entrar em terreno negativo, com a política monetária expansionista do Banco Central Europeu.

De acordo com a Reuters, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) colocou 300 ME de BT a três meses e 800 ME a 11 meses.

O montante indicativo entre 750 e 1.000 ME.

No prazo mais curto, a taxa média ponderada (TMP) desceu para terreno negativo, fixando-se nos -0,004%, dos 0,008% num leilão em Fevereiro.

Na maturidade a 11 meses, a TMP caiu para 0,037%, que compara a uma yield de 0,05% num leilão de maturidade semelhante a 16 de Março.

O BCE a 10 de Março reforçou o 'arsenal' de estímulos monetários cortando as taxas de juro diretoras e as taxas dos depósitos, ao mesmo tempo que lançou novas linhas de financiamento de longo prazo e expandiu o programa de compra de ativos, tudo para fomentar o crescimento e combater a baixa inflação.

Esta política, e em particular o programa de compras, tem pressionado as yields das dívidas soberanas da zona euro.

A taxa das Obrigações do Tesouro portuguesas, por exemplo, negoceiam perto dos 3%, muito longe do pico de mais de 17% atingidos em 2013, durante o resgate internacional.

A procura de BT no leilão a três meses excedeu a oferta em 2,57 vezes face a 2,3 vezes no leilão anterior e a colocação a 11 meses registou um rácio bid-to-cover de 1,41 vezes, praticamente inalterado de 1,4 vezes no leilão anterior.