A KPMG reitera que avisou o vice-governador do Banco de Portugal, Pedro Duarte Neves, sobre a existência de problemas adicionais no Banco Espírito Santo, numa reunião a 16 de julho, apesar de não quantificar esses problemas, escreve o Diário Económico.

A consultora detetou o esquema da recompra de obrigações posto em prática pela gestão do BES no primeiro semestre do ano a parti de 11 de julho. Este esquema levaria a uma imparidade de 1,5 mil milhões de euros.

Este valor veio engrossar os prejuízos históricos de 3,6 mil milhões de euros que o BES apresentou, nos resultados do semestre. Desde então, reguladores, governantes, auditores, ex-administradores e acionistas têm procurado descartar responsabilidades por eventuais falhas na deteção atempada dos problemas que levaram ao colapso do banco.

Pedro Duarte Neves garante que só no dia 25 de julho recebeu os números preliminares e que a reunião de 16 de julho focou-se na exposição do BES ao GES. Diz ainda que a KPMG não referiu. na reunião, que poderia estar em causa o cumprimento dos rácios mínimos de capital em vigor.