Portugal colocou 998 milhões de euros (ME) de Bilhetes do Tesouro (BT) a três e 11 meses, com as taxas praticamente em mínimos de sempre, beneficiando da política expansionista do Banco Central Europeu e elevada liquidez a circular no mercado.

De acordo com a Reuters, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) colocou 248 ME de BT a três meses e 750 ME a 11 meses. O montante indicativo era entre 750 e 1.000 ME.

No prazo mais curto, a taxa média ponderada (TMP) fixou-se em -0,023%, um mínimo recorde, enquanto na maturidade a 11 meses Portugal fixou uma yield de 0,03%, muito próxima de um mínimo histórico.

No anterior leilão de dívida a três meses, a 21 de Outubro, a taxa fixada tinha sido ligeiramente superior, ou seja -0,021%.

Na maturidade a 11 meses, a taxa média de 0,03% é um pouco acima tanto dos 0,006% num leilão de maturidade semelhante a 21 de Outubro, como da taxa de -0,006% em bilhetes do tesouro a 12 meses colocados em Novembro.

As taxas da dívida portuguesa seguem em níveis relativamente contidos, dada a 'protecção' do agressivo programa de compras do Banco Central Europeu (BCE), que consiste na compra de 60.000 ME de dívida soberana por mês.

No mercado secundário, a taxa das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos desce 4 pontos base para 2,55%, distante dos 6,1% no final de 2013 e mais de 17% no pico da crise soberana no início de 2012.

A procura de BT no leilão a três meses excedeu a oferta em 3,38 vezes face a 3,4 vezes no leilão anterior e a colocação a 11 meses registou uma procura de 1,87 vezes versus 1,8 vezes no anterior.