Os juros da dívida portuguesa estavam esta quinta-feira a subir em todos os prazos, depois de Portugal ter colocado 4,5 mil milhões de dólares em dívida a dez anos à taxa equivalente em euros de 3,65%.

Os juros a 10 anos estavam em 3,641%, depois de terem terminado a 3,627% na quarta-feira e de terem descido até aos 3,323% a 11 de junho, um mínimo desde outubro de 2005.

A dois anos, os juros da dívida também estavam a subir para 0,895%, depois de terem fechado a 0,883% na quarta-feira e de terem descido a 25 de junho até aos 0,848%, um mínimo de sempre.

No prazo a cinco anos, os juros estavam a subir para 2,350%, depois de terem terminado a 2,336% na quarta-feira e de terem descido até ao mínimo de sempre de 2,102% a 09 de junho.

Na quarta-feira, o IGCP colocou no mercado 4,5 mil milhões de dólares em dívida pública portuguesa a dez anos, a uma taxa de juro equivalente em euros de 3,65%, disse o presidente do instituto à agência Lusa.

Ao todo, 311 investidores participaram na emissão, sendo a grande maioria proveniente dos Estados Unidos da América (86%).

Esta é a primeira vez em quatro anos que Portugal coloca no mercado dívida emitida na divisa norte-americana: Portugal emitiu 1,25 mil milhões de dólares em obrigações a cinco anos em março de 2010, títulos que vencem em março de 2015, tendo emitido mais do que o inicialmente previsto.

A 17 de maio passado, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar, depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter anunciado a "saída limpa" a 04 de maio.

O programa de ajustamento solicitado à 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a subir em todos os prazos. Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à ¿troika¿, no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros da Itália estavam a descer a dois anos e a subir a cinco e dez anos e os de Espanha a subir a dois e dez anos e a descer a cinco anos.

Os juros da dívida da Grécia a 10 anos, o único prazo disponível daquele país, estavam a subir.