Os juros da dívida soberana de Portugal estavam a subir em todos os prazos, com os investidores a aguardarem pela ida do governador do Banco de Portugal ao parlamento para falar sobre o grupo e banco Espírito Santo.

Os juros a dois anos estavam subir para 0,968%, acima dos 0,953% de quinta-feira.

Na maturidade dos cinco anos, os juros estavam também a subir dos 2,414%, para 2,424%.

No prazo de 10 anos, os juros estavam a crescer dos 3,691%, para os 3,708%.

Carlos Costa é ouvido hoje pelos deputados devido às preocupações sobre a exposição do Banco Espírito Santo (BES) ao Grupo Espírito Santo (GES), entidade que atravessa uma série de dificuldades financeiras.

Entre outras matérias, o responsável vai ser questionado sobre as aplicações financeiras emitidas por várias entidades do GES e sobre as quais 'pairam os fantasmas' do incumprimento.

Nas últimas semanas, foram sendo tornados públicos vários problemas em empresas da área não financeira do GES, que têm levantado receios de contágio ao BES, cuja gestão acabou de mudar de mãos.

O novo presidente executivo do BES, Vítor Bento, que substituiu o líder histórico Ricardo Salgado, disse na segunda-feira, dia em que entrou em funções, que a prioridade no banco é «reconquistar a confiança dos mercados» e pôr fim à especulação.

O Banco de Portugal já veio várias vezes a público garantir a solidez financeira do BES, e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, também já tranquilizou os depositantes do banco.