Os juros da dívida de Portugal estavam esta sexta-feira a descer a dois anos e a subir a cinco e dez anos em relação a quinta-feira.

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a subir para 3,621%, contra 3,611% no encerramento de quinta-feira e depois de terem descido até aos 3,323% a 11 de junho, um mínimo desde outubro de 2005.

No prazo a cinco anos, os juros também estavam a subir, para 2,185%, contra 2,138% no final da sessão de quinta-feira e depois de terem descido até ao mínimo de sempre, de 2,027%, a 30 de julho.

A dois anos, os juros estavam a descer para 0,738%, depois de terem terminado a 0,750% na quinta-feira e de terem descido a 30 de julho atá aos 0,726%, o valor mais baixo alguma vez registado.

A 17 de maio, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento solicitado à troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor cerca de três anos.

Na reunião mensal de julho, o Conselho de Governadores do BCE deixou inalteradas as medidas de política monetária anunciadas em junho.

A 05 de junho, o BCE tinha cortado a taxa de juro diretora em 0,10 pontos percentuais para o novo mínimo histórico de 0,15% e anunciou a realização de duas injeções de liquidez de longo prazo (quatro anos), em setembro e dezembro deste ano, no valor de 400 mil milhões de euros, destinadas a serem emprestadas pela banca a empresas e famílias.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a descer a dois anos e a subir a cinco e dez anos. Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à troika, no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros de Itália e de Espanha estavam a subir em todos os prazos, bem como os da Grécia a cinco e dez anos, os únicos prazos disponíveis daquele país.