Os juros da dívida de Portugal estavam esta sexta-feira a descer em todos os prazos, bem como os da Irlanda, Itália e Espanha, no segundo dia das eleições europeias, designadamente na Irlanda e na República Checa.

Os juros a 10 anos estavam a 3,826%, depois de terem terminado a 3,831% na quinta-feira e de terem descido a 8 de maio até aos 3,460%, um mínimo desde fevereiro de 2006.

A cinco anos, os juros estavam a descer para 2,773%, contra 2,777% do encerramento de quinta-feira e o mínimo de sempre de 2,274% a 8 de maio.

No prazo de dois anos, os juros da dívida estavam a descer para 1,355%, depois de terem fechado a 1,376% na quinta-feira e de terem descido até ao mínimo de sempre, de 1,047%, a 8 de maio.

As eleições para escolher os 751 deputados do Parlamento Europeu (PE) arrancaram na quinta-feira no Reino Unido e na Holanda e terminam no domingo, depois da votação nos 28 Estados membros da União Europeia.

Depois da Holanda e do Reino Unido, as eleições para escolher os 751 deputados ao Parlamento Europeu realizam-se hoje na Irlanda.

A República Checa vai a votos entre hoje e sábado, dia em que prosseguem as europeias na Letónia, Malta e Eslováquia. No domingo votam os restantes 21 Estados membros.

No último sábado, Portugal abandonou oficialmente o plano de ajustamento sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento solicitado à troika (Comissão Europeia, Banco Central europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

O anúncio da «saída limpa» foi feito pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a 04 de maio, numa comunicação ao país transmitida pelas televisões.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a descer em todos os prazos.

Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros da Itália também estavam a descer em todos os prazos, bem como os de Espanha.

Em sentido contrário, os juros da dívida da Grécia a 10 anos, o único prazo disponível daquele país, estavam a subir.