Os juros da dívida pública mantêm-se pouco alterados esta segunda-feira de manhã, sem qualquer reação expressiva aos resultados das eleições autárquicas.

O resultado do ato eleitoral tem sido lido pela imprensa internacional como um «cartão vermelho» dos portugueses ao PSD, o maior partido do Governo de Pedro Passos Coelho, e à sua política de austeridade.

No prazo a 10 anos, a taxa sobe uns ligeiros 4 pontos base, e mantém-se abaixo da barreira psicológica dos 7%, nos 6,928%. Desde a semana passada que a taxa está abaixo dos 7%, depois de ter ultrapassado esta marca no início do mês.

Também no prazo a dois anos, a taxa regista uma subida de 8,6 pontos base para 5,777%.

Só as obrigações a cinco anos registam uma descida de 5,1 pontos base para 6,365%.

Os níveis elevados das taxas de juro refletem as dúvidas dos investidores relativamente à capacidade do país de regressar aos mercados no ano que vem e de não necessitar de um segundo resgate internacional.

Entre os fatores que agências de rating e analistas têm considerado decisivos para o futuro do país nessa frente está a incerteza política e também o cumprimento das metas orçamentais acordadas com a troika.