Os juros da dívida soberana de Portugal estavam esta segunda-feira a descer a dois, cinco e dez anos face aos máximos de sexta-feira, à espera de uma solução para a crise política.

Às 8:30, os juros da dívida a dez anos estavam a transacionar-se abaixo dos 7,5%, nos 7,497%, depois de terem fechado a 7,508% na sexta-feira, um máximo desde novembro de 2012.

No prazo de cinco anos, os juros estavam nos 7,263%, abaixo dos 7,324% do encerramento de sexta-feira, um máximo desde novembro de 2012.

A dois anos, os juros estavam a subir para 5,719% depois de terem fechado a 5,775% na sexta-feira, um máximo desde novembro de 2012.

Os três partidos, PSD, CDS-PP e PS, reunidos no domingo, continuam a negociar, com um prazo de uma semana, para tentar chegar a um «compromisso de salvação nacional» para apresentar ao Presidente da República.

Na quarta-feira, o Presidente da República propôs, numa comunicação ao país, um «compromisso de salvação nacional» entre PSD, PS e CDS que permita cumprir o programa de ajuda externa e eleições antecipadas a partir de junho de 2014.

Cavaco Silva considerou também «extremamente negativo para o interesse nacional» a realização imediata de eleições legislativas antecipadas.

A declaração do Chefe de Estado surgiu depois de ter ouvido todos os partidos com representação parlamentar e os parceiros sociais e na sequência do pedido de demissão apresentado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, no dia 02 de julho.