Os juros da dívida de Portugal a dois e cinco anos estavam hoje a descer para mínimos de sempre enquanto os que foram feitos a 10 anos estavam a subir em relação a segunda-feira.

Os juros a dois anos estavam a descer para 0,730%, um mínimo de sempre, depois de terem terminado a 0,742% na segunda-feira.

No prazo a cinco anos, os juros estavam a descer para 2,057%, também o valor mais baixo já registado, depois de terem terminado a 2,078% na segunda-feira.

Em sentido contrário, a 10 anos, os juros da dívida portuguesa estavam a subir, para 3,572%, contra 3,570% no encerramento de segunda-feira e depois de terem descido até aos 3,323% a 11 de junho, um mínimo desde outubro de 2005.

A 17 de maio, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento solicitado à troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor cerca de três anos.

Na reunião mensal de julho, o Conselho de Governadores do BCE deixou inalteradas as medidas de política monetária anunciadas em junho.

A 05 de junho, o BCE tinha cortado a taxa de juro diretora em 0,10 pontos percentuais para o novo mínimo histórico de 0,15% e anunciou a realização de duas injeções de liquidez de longo prazo (quatro anos), em setembro e dezembro deste ano, no valor de 400 mil milhões de euros, destinadas a serem emprestadas pela banca a empresas e famílias.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a descer em todos os prazos. Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à troika, no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros de Itália e de Espanha também estavam a descer em todos os prazos, bem como os da Grécia a cinco e dez anos, os únicos prazos disponíveis daquele país.