Os juros da dívida soberana de Portugal estão esta terça-feira a descer a dois, cinco e 10 anos em relação a segunda-feira e aos máximos de sexta-feira, à espera de uma solução para a crise política.

As yields da dívida a dois anos estão a transacionar-se nos 5,623%, depois de terem fechado a 5,758% na véspera e a 5,775% na sexta-feira, um máximo desde novembro de 2012.

No prazo de cinco anos, os juros estão abaixo dos 7%, nos 6,946%, abaixo dos 7,038 de segunda-feira e a 7,324% na sexta-feira, o máximo desde novembro de 2012.

Os juros a 10 anos também estavam a descer, a serem negociados a 7,199%, depois de terem fechado a 7,296% na segunda-feira e a 7,508% na sexta-feira, um máximo desde novembro de 2012.

Os três partidos, PSD, CDS-PP e PS, reunidos no domingo, continuam a negociar, com um prazo de uma semana, para tentar chegar a um «compromisso de salvação nacional» para apresentar ao Presidente da República.

Na quarta-feira, o Presidente da República propôs, numa comunicação ao país, um «compromisso de salvação nacional» entre PSD, PS e CDS que permita cumprir o programa de ajuda externa e eleições antecipadas a partir de junho de 2014.

Cavaco Silva considerou também «extremamente negativo para o interesse nacional» a realização imediata de eleições legislativas antecipadas.

A declaração do Chefe de Estado surgiu depois de ter ouvido todos os partidos com representação parlamentar e os parceiros sociais e na sequência do pedido de demissão apresentado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, no dia 02 de julho.

Os juros da dívida soberana italiana estavam a descer a cinco e 10 anos, bem como os da espanhola e grega a 10 anos.