Os juros da dívida portuguesa estavam esta sexta-feira a descer a dois anos e a subir a cinco e 10 anos, na véspera de Portugal abandonar oficialmente o programa de ajustamento sem qualquer programa cautelar.

Os juros a 10 anos estavam a 3,734%, depois de terem terminado a 3,699% na quinta-feira e de terem descido, a 8 de maio, até aos 3,460%, um mínimo desde fevereiro de 2006.

A cinco anos, os juros estavam a subir para 2,608%, contra 2,566% do encerramento de quinta-feira e o mínimo de sempre de 2,274% a 8 de maio.

No prazo dos dois anos, os juros da dívida estavam a descer para 1,343%, depois de terem fechado a 1,370% na quinta-feira e de terem descido até ao mínimo de sempre, de 1,047%, a 8 de maio.

No sábado, Portugal abandona oficialmente o programa de ajustamento sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento solicitado à troika (Comissão Europeia, Banco Central europeu e Fundo Monetário Internacional) no valor de 78 mil milhões de euros esteve em vigor durante cerca de três anos.

O anúncio da «saída limpa» foi feito pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a 04 de maio numa comunicação ao país transmitida pelas televisões.

Entretanto, a 9 de maio, a agência de notação Standard & Poor's anunciou ter passado a perspetiva da classificação da dívida portuguesa de «negativa» para «estável», alegando que a economia «ultrapassou as expetativas».

A agência de notação manteve, contudo, o rating de Portugal em «BB», o que significa que continua a considerar como «lixo» a capacidade de Portugal pagar as suas dívidas.

No mesmo dia, a Moody¿s anunciou a subida da classificação da dívida soberana portuguesa em um nível, de «Ba2» para «Ba3», salientando que «a situação orçamental de Portugal melhorou mais rapidamente do que o inicialmente previsto».

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a subir em todos os prazos.

Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros da Itália estavam a descer a dois e cinco anos e a subir a dez anos, enquanto os de Espanha estavam a descer a dois e dez anos e a subir a cinco anos.

Os juros da dívida da Grécia a 10 anos, o único prazo disponível daquele país, estavam a subir.