Os juros da dívida soberana de Portugal seguiam esta quarta-feira a descer a dois e cinco anos e a subir a dez anos, em relação a terça-feira.

Os juros a dez anos estavam a subir para 4,832%, contra os 4,818% no final da sessão de terça-feira, um mínimo desde maior de 2010.

No prazo de cinco anos, os juros estavam a descer, a negociarem a 3,757%, um novo mínimo desde maio de 2010 e depois de ter terminado a 3,760% na sessão de terça-feira.

No prazo de dois anos, os juros também estavam a descer, a serem negociados a 2,339%, depois de terem encerrado na terça-feira a 2,374%.

A 15 de janeiro, os juros desceram no prazo mais curto até ao mínimo de 1,917%.

Portugal colocou a 11 de fevereiro três mil milhões de euros em dívida a 10 anos, a uma taxa de juro média de 5,112%.

No mesmo dia, o IGCP, instituto que gere a dívida pública, afirmou que Portugal já conseguiu financiamento para 2014 e está a pré-financiar o défice de 2015 e confirmou ainda que a procura total na operação atingiu 9,8 mil milhões de euros.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a descer em todos os prazos.

Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros de Itália estavam a subir a dois e cinco anos e a descer a dez anos, refletindo aparentemente a indiferença dos investidores à crise política no país, onde o primeiro-ministro, Enrico Letta, se demitiu na sexta-feira, depois do seu próprio partido votar a sua substituição pelo novo líder do Partido Democrata (PD), Matteo Renzi.

Os juros de Espanha estavam a subir em todos os prazos, enquanto os juros da dívida da Grécia a dez anos, os únicos disponíveis, estavam hoje a descer em relação a terça-feira e em valores observados em abril de 2010.