Os juros da dívida de Portugal estavam esta segunda-feira a descer em todos os prazos em relação ao encerramento de sexta-feira e a dois anos para mínimos de sempre.

Os juros a dois anos estavam a descer para 0,785%, um mínimo de sempre, depois de terem terminado a 0,794% na sexta-feira.

A dez anos, os juros da dívida portuguesa também estavam a cair, para 3,605%, contra 3,640% no encerramento de sexta-feira e depois de terem descido até aos 3,323% a 11 de junho, um mínimo desde outubro de 2005.

No prazo a cinco anos, os juros estavam a descer para 2,202%, abaixo dos 2,5%, depois de terem terminado a 2,245% na sexta-feira e descido até ao mínimo de sempre (2,102%), a 09 de junho.

A 17 de maio, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento solicitado à troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor cerca de três anos.

Na reunião mensal de julho, o Conselho de Governadores do BCE deixou inalteradas as medidas de política monetária anunciadas em junho.

A 05 de junho, o BCE tinha cortado a taxa de juro diretora em 0,10 pontos percentuais para o novo mínimo histórico de 0,15% e anunciou a realização de duas injeções de liquidez de longo prazo (quatro anos), em setembro e dezembro deste ano, no valor de 400 mil milhões de euros, destinadas a serem emprestadas pela banca a empresas e famílias.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a descer em todos os prazos. Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à troika, no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros de Itália estavam a subir a dois e cinco anos e a descer a dez anos, enquanto os de Espanha estavam a subir a dois anos e a descer nos prazos mais longos.

Em relação aos juros da Grécia a cinco e dez anos, os únicos prazos disponíveis daquele país, estes estavam a descer.