Os juros da dívida soberana de Portugal estavam hoje a subir em todos os prazos, com os juros a cinco e dez anos respetivamente abaixo dos 4% e acima dos 5%.

Os juros a dez anos estavam a subir para 5,013%, depois de terem terminado a 4,992% na segunda-feira, abaixo dos 5% pela quarta sessão consecutiva, em níveis que não se registavam desde fevereiro de 2010.

No prazo de cinco anos, os juros também estavam a subir, a negociarem a 3,979%, contra os 3,976% do fim da sessão de segunda-feira, pela segunda vez abaixo dos 4% desde 15 de janeiro.

Os juros a cinco anos desceram até ao mínimo de 3,806% a 15 de janeiro.

No prazo de dois anos, os juros estavam a subir, a ser negociados a 2,518%, depois de terem terminado na segunda-feira a 2,471%.

A 15 de janeiro os juros desceram até ao mínimo de 1,917 por cento.

Entretanto, segundo a agência de informação financeira Bloomberg, Portugal contratou um sindicato bancário para fazer uma emissão de dívida a 10 anos, ou seja, com maturidade em fevereiro de 2024.

O sindicato é composto pelo Barclays, pelo Banco Espírito Santo (BES), pelo Citi, pelo Credit Agricole, pelo RBS e pelo Société Generale.

A Bloomberg, que citou uma fonte próxima da operação que pediu anonimato, adiantou ainda que a emissão deverá ocorrer num futuro próximo.

Normalmente, o anúncio do sindicato bancário responsável antecede em um ou dois dias a operação.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a inalterados a dois e cinco anos e a subir a dez anos.

Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros de Itália estavam a descer a dois anos e a subir a cinco e dez anos, enquanto os de Espanha estavam a subir em todos os prazos.

Os juros da dívida da Grécia a dez anos, os únicos disponíveis, estavam hoje a descer em relação a segunda-feira.