Os juros da dívida portuguesa estavam hoje a subir em todos os prazos, depois do Banco Central Europeu (BCE) ter deixado na quinta-feira inalterada a política monetária anunciada em junho.

Os juros a 10 anos estavam em 3,589%, depois de terem terminado a 3,584% na sexta-feira e de terem descido até aos 3,323% a 11 de junho, um mínimo desde outubro de 2005.

A dois anos, os juros da dívida estavam a subir para 0,860%, depois de terem fechado a 0,839% na sexta-feira, um mínimo de sempre.

No prazo a cinco anos, os juros estavam a subir para 2,252%, depois de terem terminado a 2,250% na sexta-feira e de terem descido até ao mínimo de sempre de 2,102% a 09 de junho.

A 17 de maio passado, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento solicitado à troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

Na reunião mensal de quinta-feira, o conselho de governadores do BCE deixou inalteradas as medidas de política monetária anunciadas em junho.

O presidente do BCE, Mario Draghi, anunciou em Frankfurt que o conselho de governadores passará a reunir de seis em seis semanas a partir de 2015 para debater a política monetária e facilitou pormenores técnicos das operações de liquidez a mais longo prazo condicionadas a que os bancos emprestem a empresas e particulares.

A 05 de junho, o BCE cortou a taxa de juro diretora em 0,10 pontos percentuais para o novo mínimo histórico de 0,15% e anunciou a realização de duas injeções de liquidez de longo prazo (quatro anos), em setembro e dezembro deste ano, no valor de 400 mil milhões de euros, destinadas a serem emprestadas pela banca a empresas e famílias.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a dois e cinco anos e inalterados a dez anos. Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à troika, no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros da Itália e de Espanha estavam a descer a dois e dez anos e a subir a cinco anos. Os juros da Grécia a 10 anos, o único prazo disponível daquele país, estavam a descer.