Os juros da dívida portuguesa estavam esta terça-feira a subir a dois e cinco anos e a descer a dez anos, depois da Standard & Poor's e a Moody's terem melhorado na sexta-feira o rating de Portugal.

Os juros a dez anos estavam a 3,570%, depois de terem terminado a 3,579% na segunda-feira e de terem descido atá aos 3,460% na quinta-feira, um mínimo desde fevereiro de 2006.

No prazo de dois anos, os juros da dívida estavam a subir para 1,209%, depois de terem fechado a 1,203% na segunda-feira e de terem descido até ao mínimo de sempre, de 1,047%, na quinta-feira.

A cinco anos, os juros estavam a 2,440%, contra 2,434% do encerramento de segunda-feira e o mínimo de sempre de 2,274% na quinta-feira.

Na sexta-feira, a agência de notação Standard & Poor's anunciou ter passado a perspetiva da classificação da dívida portuguesa de «negativa» para «estável», alegando que a economia «ultrapassou as expetativas», mas manteve o rating de Portugal em «BB», o que significa que continua a considerar como «lixo» a capacidade de Portugal pagar as suas dívidas.

No mesmo dia, a Moody's anunciou a subida da notação da dívida soberana portuguesa em um nível, de «Ba2» para «Ba3», salientando que «a situação orçamental de Portugal melhorou mais rapidamente do que o inicialmente previsto».

A 04 de maio, numa comunicação ao país transmitida pelas televisões, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou que Portugal vai deixar, a 17 de maio, o programa de ajustamento, no valor de 78 mil milhões de euros, que esteve em vigor nos últimos três anos, sem qualquer programa cautelar.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a descer a dois anos e a subir nos prazos mais longos.

Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros de Itália estavam a subir a dois e cinco anos e a descer a dez anos, enquanto os de Espanha também estavam a subir a dois e cinco anos e estabilizados a dez anos.

Os juros da dívida da Grécia a 10 anos, o único prazo disponível daquele país, estavam a descer.