Os juros da dívida portuguesa estavam esta quinta-feira a descer em todos os prazos em relação a quarta-feira.

Os juros a 10 anos estavam em 3,719%, depois de terem terminado a 3,726% na quarta-feira e de terem descido até aos 3,323% a 11 de junho, um mínimo desde outubro de 2005.

No prazo a cinco anos, os juros estavam a descer para 2,440%, abaixo dos 2,5%, depois de terem terminado a 2,454% na quarta-feira e descido até ao mínimo de sempre (2,102%) a 09 de junho.

No mesmo sentido, a dois anos, os juros da dívida estavam a descer para 0,956%, depois de terem fechado a 0,983% na quarta-feira e descido até 0,839% a 04 de julho, um mínimo de sempre.

A 17 de maio, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento solicitado à troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor cerca de três anos.

Na reunião mensal de julho, o Conselho de Governadores do BCE deixou inalteradas as medidas de política monetária anunciadas em junho.

A 05 de junho, o BCE tinha cortado a taxa de juro diretora em 0,10 pontos percentuais para o novo mínimo histórico de 0,15% e anunciou a realização de duas injeções de liquidez de longo prazo (quatro anos), em setembro e dezembro deste ano, no valor de 400 mil milhões de euros, destinadas a serem emprestadas pela banca a empresas e famílias.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a descer a dois e cinco anos e a subir a dez anos. Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à troika, no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros de Itália estavam a subir a dois anos e a subir a cinco e dez, enquanto os de Espanha estavam a descer a dois e dez anos e a subir a cinco anos.

Em relação aos juros da Grécia a cinco e dez anos, os únicos prazos disponíveis daquele país, estes estavam a subir.