Os juros da dívida portuguesa estavam esta segunda-feira a cair a dois, a cinco e a dez anos em relação a sexta-feira, alinhados com os da Irlanda, Itália e Espanha.

Segundo a Lusa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a cair para 1,979%, contra 2,016% na sexta-feira, pela primeira vez acima dos 2% desde 25 de fevereiro. O atual mínimo de sempre é 1,560% e foi registado a 13 de março.

Os juros a cinco anos também estavam a descer, para 0,976%, contra 0,999% na sexta-feira e o mínimo de sempre, de 0,749%, a 10 de abril.

No mesmo sentido, os juros a dois anos estavam a cair para 0,054%, contra 0,065% na sexta-feira e o mínimo de sempre, 0,13%, a 13 de abril.

Depois de ter iniciado a 09 de março um programa sem precedentes de compra de dívidas soberanas e privadas, que vai permitir injetar 60 mil milhões de euros por mês, até, pelo menos, setembro de 2016, na economia da zona euro na esperança de a redinamizar, o Banco Central Europeu (BCE) manteve na quarta-feira de novo as taxas de juro inalteradas em mínimos.

Os efeitos do programa fizeram sentir-se, por antecipação, nas taxas de juro das dívidas soberanas, que evoluem em sentido inverso ao da procura e têm renovado mínimos diariamente. Algumas das taxas tornaram-se negativas nos prazos mais curtos, ou seja, os investidores estão dispostos a pagar para deter estes títulos considerados muito seguros.

A 17 de maio de 2014, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento solicitado por Portugal à 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam a descer a cinco e dez anos, bem como os de Itália e de Espanha em todos os prazos.

Em relação aos juros da Grécia, estes continuavam, como nas últimas sessões, a subir a cinco e dez anos para máximos em torno dos 18,6% e de 13%, respetivamente.