Os juros da dívida portuguesa estavam hoje a cair a dois anos e a subir a cinco e a dez anos em relação a terça-feira.

De acordo com a Lusa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a subir para 2,051%, contra 1,970% na terça-feira. O atual mínimo de sempre é 1,560% e foi registado a 13 de março.

Os juros a cinco anos também estavam a subir, para 0,911%, contra 0,899% na terça-feira e o mínimo de sempre, de 0,749%, a 10 de abril.

Em sentido contrário, os juros a dois anos estavam a cair para 0,044%, contra 0,060% na terça-feira e o mínimo de sempre, 0,013%, a 13 de abril.

Depois de ter iniciado a 09 de março um programa sem precedentes de compra de dívidas soberanas e privadas, que vai permitir injetar 60 mil milhões de euros por mês, até, pelo menos, setembro de 2016, na economia da zona euro na esperança de a redinamizar, o Banco Central Europeu (BCE) manteve na quarta-feira de novo as taxas de juro inalteradas em mínimos.

Os efeitos do programa fizeram sentir-se, por antecipação, nas taxas de juro das dívidas soberanas, que evoluem em sentido inverso ao da procura e têm renovado mínimos diariamente. Algumas das taxas tornaram-se negativas nos prazos mais curtos, ou seja, os investidores estão dispostos a pagar para deter estes títulos considerados muito seguros.

A 17 de maio de 2014, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento pedido por Portugal à 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam a cair a dois anos e a subir a cinco e dez anos, enquanto os de Itália e de Espanha estavam a subir em todos prazos.

Em relação aos juros da Grécia, estes estavam a subir a dois e dez anos, para valores em torno dos 20,5%e 11,1%.