Os juros da dívida portuguesa estavam esta sexta-feira a cair em todos os prazos, a dois anos para mínimos de sempre, alinhados com os juros da Irlanda, Itália e Espanha.

Segundo a Lusa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a descer para 1,738%, contra 1,783% na quinta-feira. O mínimo de sempre foi de 1,560%, a 13 de março passado.

Os juros a cinco anos também estavam a cair, para 1,005%, contra 1,026% na quinta-feira, enquanto o mínimo de sempre foi de 0,823% a 12 de março.

No mesmo sentido, os juros a dois anos estavam a cair para 0,091%, um mínimo de sempre, contra 0,110% na quinta-feira.

A 09 de março passado, o Banco Central Europeu (BCE) arrancou com um programa sem precedentes de compra de dívidas soberanas e privadas, que vai permitir injetar 60 mil milhões de euros por mês, até, pelo menos, setembro de 2016, na economia da zona euro na esperança de a redinamizar.

Os efeitos do programa fizeram sentir-se por antecipação há várias semanas nas taxas de juro das dívidas soberanas, que evoluem em sentido inverso ao da procura e têm renovado mínimos diariamente. Algumas das taxas tornaram-se negativas nos prazos mais curtos, ou seja, os investidores estão dispostos a pagar para deter estes títulos considerados muito seguros.

A 17 de maio de 2014, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento solicitado por Portugal à troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam a cair a cinco e dez anos, bem como os de Itália e de Espanha em todos os prazos.

Em relação aos juros da Grécia, estes estavam a subir a cinco anos e a cair a dez anos, para valores em torno dos 15,8% e de 11%, respetivamente.