Os juros da dívida portuguesa estavam esta terça-feira a descer em todos os prazos, depois de Portugal ter terminado oficialmente, no sábado, o plano de ajustamento sem qualquer programa cautelar.

Os juros a 10 anos estavam a 3,837%, depois de terem terminado a 3,862% na segunda-feira e de terem descido, a 08 de maio, até aos 3,460%, um mínimo desde fevereiro de 2006.

A cinco anos, os juros estavam a descer para 2,739%, contra 2,757% do encerramento de segunda-feira e o mínimo de sempre de 2,274% a 8 de maio.

No prazo dos dois anos, os juros da dívida estavam a descer para 1,402%, depois de terem fechado a 1,423% na segunda-feira e de terem descido até ao mínimo de sempre, de 1,047%, a 8 de maio.

No sábado, Portugal abandonou oficialmente o plano de ajustamento sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento solicitado à troika (Comissão Europeia, Banco Central europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

O anúncio da «saída limpa» foi feito pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a 04 de maio numa comunicação ao país transmitida pelas televisões.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a descer a dois e cinco anos e a subir a dez anos.

Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros da Itália estavam a descer em todos os prazos, bem como os de Espanha.

Os juros da dívida da Grécia a 10 anos, o único prazo disponível daquele país, estavam a descer.