Os juros da dívida portuguesa estavam hoje a descer a dois anos, para mínimos de sempre, bem como a cinco anos, e a subir a dez anos, em relação a sexta-feira passada.

Os juros a 10 anos estavam em 3,601%, depois de terem terminado a 3,566% na sexta-feira e de terem descido até aos 3,323% a 11 de junho, um mínimo desde outubro de 2005.

No prazo a cinco anos, os juros estavam a descer para 2,289%, contra os 2,294% na sexta-feira e depois de terem descido até ao mínimo de sempre de 2,102% a 09 de junho passado.

A dois anos, os juros da dívida estavam a descer para 0,845%, um mínimo de sempre, depois de terem fechado a 0,859% na sexta-feira.

A 17 de maio passado, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar, depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter anunciado a «saída limpa» a 04 de maio.

O programa de ajustamento solicitado à troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

A 05 de junho, o Banco Central Europeu (BCE) cortou a taxa de juro diretora em 0,10 pontos percentuais para o novo mínimo histórico de 0,15% e anunciou a realização de duas injeções de liquidez de longo prazo (quatro anos), em setembro e dezembro deste ano, no valor de 400 mil milhões de euros.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a descer em todos os prazos. Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à troika, no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros da Itália estavam a descer em todos os prazos, enquanto os de Espanha estavam a subir a dois anos e a descer a cinco e dez anos.

Os juros da dívida da Grécia a 10 anos, o único prazo disponível daquele país, também estavam a descer.