Os juros da dívida portuguesa seguiam esta quarta-feira a subir em todos os prazos em relação a terça-feira, alinhados com os da Irlanda, Itália e Espanha.

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a subir para 2,437%, contra 2,392% na terça-feira. O atual mínimo de sempre é 1,560% e foi registado a 13 de março passado.

No entanto, esta manhã, os juros desta maturidade já estiveram a negociar nos 2,506%.

Os juros a cinco anos também estavam a subir, para 1,171%, contra 1,114% na terça-feira e o mínimo de sempre, de 0,749%, a 10 de abril passado.

No mesmo sentido, os juros a dois anos estavam a subir para 0,133%, contra 0,094% na terça-feira e o mínimo de sempre, 0,013%, a 13 de abril.

Depois de ter iniciado a 09 de março um programa sem precedentes de compra de dívidas soberanas e privadas, que vai permitir injetar 60 mil milhões de euros por mês, até, pelo menos, setembro de 2016, na economia da zona euro na esperança de a redinamizar, o Banco Central Europeu (BCE) manteve na quarta-feira de novo as taxas de juro inalteradas em mínimos.

Os efeitos do programa fizeram sentir-se, por antecipação, nas taxas de juro das dívidas soberanas, que evoluem em sentido inverso ao da procura e têm renovado mínimos diariamente. Algumas das taxas tornaram-se negativas nos prazos mais curtos, ou seja, os investidores estão dispostos a pagar para deter estes títulos considerados muito seguros.

Juros alinhados com periferia

Os juros da dívida soberana da Irlanda continuavam negativos a dois anos, mas a subir em todos os prazos. Os juros de Itália e de Espanha estavam a subir em todos prazos.

Em relação aos juros da Grécia, estes estavam a subir a dois e dez anos para valores em torno dos 21,6% e 11,2%.