As bolsas europeias abriram em queda, expectantes em relação à reunião da Reserva Federal norte-americana, onde se espera que o banco central dê alguns sinais sobre a sua intenção de manter ou alterar as medidas de estímulo à maior economia do mundo. Na maior parte dos casos, as perdas rondam o meio ponto percentual ou menos.

A exceção é mesmo a praça lisboeta, onde o PSI20 recua 1,26% para 5,715,98 pontos. Um dos títulos que mais penaliza é a Jerónimo Martins, que segue a cair 5,17% para 14,87 euros, depois de ter comunicado esta manhã ao mercado os resultados do primeiro semestre deste ano. A empresa ganhou 165 milhões de euros, mais 9% que na primeira metade do ano passado, mas menos do que os analistas previam. Na abertura, as ações da dona do Pingo Doce chegaram a perder quase 14%.

Pior do que a Jerónimo Martins, só mesmo o Banif, que afunda 68,09% para 1,5 cêntimos por ação. É o efeito do ajustamento ao aumento de capital, em que o banco colocou novas ações a um cêntimo cada.

No setor financeiro, o BCP também perde 2,08% para 9,4 cêntimos e o BPI cai 1,5% para 98,5 cêntimos. Só o BES escapa, com um ganho de 0,28% para 0,73 euros.

O outro setor em destaque nesta manhã é o das comunicações, onde a PT é a única a perder terreno: cede 1,09% para 2,92 euros, enquanto a Sonaecom e a Zon seguem em alta, a liderar mesmo os ganhos na praça nacional, depois de a Autoridade da Concorrência ter dado luz verde à fusão Zon/Optimus.

A Sonaecom avança 1,8% para 1,81 euros e a Zon trepa 1,79% para 4,39 euros.