Os juros da dívida voltam a estar em forte subida nesta sessão de terça-feira.
 
A tendência de subida verifica-se em Portugal e um pouco por toda a Europa e é uma consequência da incerteza sobre a situação da Grécia, que terá de pagar os 300 milhões de euros que deve ao Fundo Monetário Internacional (FMI) já na sexta-feira.
 
Em Portugal, os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos, que é a maturidade de referência, estão cada vez mais perto dos 3% e já foi atingido um novo máximo desde meados de dezembro. Neste momento, os juros seguem a negociar nos 2,816%.
 
Em Itália os juros com a mesma maturidade sobem nove pontos base para 2,04% e, em Espanha, avançam oito pontos base para 2,02%.

Em França, as yields avançam sete pontos base para 0,92%.

A exceção às subidas é a Grécia. Os juros a 10 anos do país caem 23 pontos base, mas mantêm-se em níveis insustentáveis, de 11,38%.

A Grécia continua numa corrida contra o tempo. No final desta semana termina mais um prazo de negociações, numa altura em que a Grécia já enfrente problemas de liquidez. O país continua à espera de uma tranche de ajuda financeira superior a sete mil milhões de euros. 

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, mostrou-se otimista quanto a um acordo e assegurou que o seu governo apresentou um plano realista para a Grécia sair da crise.

Também esta manhã, o ministro grego do Trabalho, Panos Skourletis, disse que a  Grécia não pode fazer mais concessões nas negociações e os credores devem agora assumir a sua responsabilidade pelo seu papel neste processo negocial.

O Comissário Europeu para os Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, garantiu que as negociações têm feito "progressos", mas que ainda "há trabalho por fazer".