A Grécia colocou hoje 1.300 milhões de euros numa emissão de títulos a seis meses, com uma taxa de 3,01%, menos meio ponto percentual do que num leilão realizado a 4 de março.

A procura foi de 3.103 milhões de euros, três vezes superior aos 1.000 milhões de euros da oferta inicial, segundo a entidade que gere a dívida pública.

No anterior leilão, a procura tinha sido de 2.019 milhões, 2,31 vezes superior à oferta.

Depois de quase quatro anos fora dos mercados para empréstimos a longo prazo, a Grécia serve-se destas emissões a curto prazo para conseguir financiamento para os pagamentos mais urgentes.

O governo grego anunciou que tenciona regressar aos mercados financeiros com maturidades mais longas durante este ano e nos últimos dias tem surgido alguma especulação sobre a possibilidade de isso ocorrer esta semana.

Na segunda-feira, o ministro das Finanças grego, Yannis Stournaras, afirmou que o regresso acontecerá quando estiverem reunidas as condições necessárias.

«Não há pressa. Além disso, não precisamos de dinheiro (imediatamente), o nosso regresso vai depender das condições e isso será feito até ao verão», disse Yannis Stournaras em entrevista a uma rádio.

No mercado secundário, as taxas da dívida grega a 10 anos rondam agora os 6%.