Em pouco mais de sete meses, o setor da banca na Grécia já perdeu mais de metade do seu valor em bolsa.  Os cinco maiores bancos do país têm vindo a acumular perdas desde janeiro, o mês que o Syriza ganhou as eleições e que marcou o início de um braço de ferro com os credores que tem feito bastantes estragos no mercado bolsista.

A maior desvalorização pertence ao Pireus Bank: de janeiro a esta sexta-feira, o banco já perdeu 83,5% do seu valor na Bolsa de Atenas. A 23 de janeiro, a última sessão bolsista antes das eleições, cada ação valia 0,97 euros. Hoje, valem apenas 0,15 euros.

Segue-se o Alpha Bank, cuja desvalorização ascende a 72,2%. A 23 de janeiro os títulos cotavam a 0,47 euros, hoje valem só 0,13 euros.

O Eurobank perdeu 67,9% do seu valor bolsista. As ações custavam 0,17 euros a 23 de janeiro e custam agora 0,06 euros.

O National Bank foi dos que menos perdeu, ainda assim com uma desvalorização perto de 60% (59,3%). As ações valem agora

O Attica Bank ficou sem 23,9% do seu valor bolsista. As ações valem agora 0,004, quando valiam 0,005 euros.
A situação só não é pior porque o índice esteve encerrado cerca de cinco semanas, exatamente para evitar o colapso. E porque foram tomadas outras medidas para evitar a bancarrota da banca (e do país): controlo de capitais, aumentos sucessivos do mecanismo de financiamento de emergência à banca grega, por parte do Banco Central Europeu.

Numa altura em que continuam as negociações com vista a um acordo sobre o terceiro resgate à Grécia, as contas finais estão longe do fim. Apesar dos analistas preverem uma forte recuperação do setor, pelo menos na bolsa, as análises à qualidade do balanço dos seus ativos serão feitas já no final do mês.