Os fundos de investimento que são credores no BES estão a ponderar processar os reguladores portugueses. Segundo a Reuters, que cita banqueiros e advogados envolvidos no processo, os fundos incluem Daniel S. Loeb's Third Point e GLG.

Estas obrigações são uma dívida subordinada que o BES emitiu no final do ano passado. E que passaram para o «banco mau», aquando do resgate do BES no dia 3 de agosto.

Os investidores sublinham que alguns dos empréstimos, feitos pelo Banco Espírito Santo Angola foram encaminhados para o «banco bom», e não para o «banco mau», onde pertencem.

Argumentam que os cerca de 3,3 mil milhões de euros em empréstimos questionáveis vão aumentar de valor com o tempo porque os credores incluem membros poderosos da elite política e económica de Angola. E dizem que os reguladores portugueses desviaram esses ativos para o Novo Banco para aumentar o seu valor.

Apesar do grupo de investidores lesados ter já iniciado algumas discussões com uma firma de advogados para definir a eventual estratégia a seguir, os analistas sublinham que a procissão ainda vai o adro.

As autoridades europeias, desde há uns anos a esta parte, sublinham que investidores que especulam sobre dívida subordinada de bancos em apuros irão receber pouca simpatia se o banco realmente for resgatado ou ficar na bancarrota.