O preço das ações dos CTT - Correios de Portugal, que começam a ser negociadas em bolsa na quinta-feira no âmbito do processo de privatização, foi fixado em 5,52 euros para o público, informou a empresa.

Segundo informação divulgada esta terça-feira na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), as ações vendidas na Oferta Pública de Venda destinada ao público em geral custarão 5,52 euros, valor máximo do intervalo que o Governo tinha determinado.

O Governo tinha avançado em novembro que o preço das ações oscilaria entre os 4,10 euros e os 5,52 euros.

O valor atribuído às ações a vender ao público foi o mesmo do que foi fixado para a Venda Direta Institucional, enquanto as ações destinadas à aquisição por trabalhadores é de 5,24 euros.

O documento divulgado na CMVM, que cita um despacho do secretário de Estado das Finanças publicado hoje, adianta ainda que a quantidade de ações representativas do capital social dos CTT a alienar na Oferta Pública de Venda é de 21 milhões de ações e as destinadas a Venda Direta Institucional de 84 milhões, incluindo quase 10 milhões (9.545.454) correspondentes ao Lote Suplementar.

Do total reservado à OPV, um lote de 5,25 milhões de ações será para os trabalhadores dos Correios.

Hoje começará também a alocação das ações na Venda Direta Institucional, um mês depois de a Parpública ter anunciado que ia avançar com a oferta pública inicial (IPO) em bolsa da empresa.

No prospeto de venda publicado a 19 de novembro, é determinado que o Estado poderá encaixar um máximo de 497,3 milhões de euros com a venda de ações em bolsa dos CTT.

Numa primeira fase, o Estado, através da Parpública, deverá ficar com 30% dos CTT após a IPO. A médio prazo, o Estado deverá sair da empresa.